Artigo
O Espírita e as eleições
Em épocas de eleições sempre nos defrontamos com as inúmeras correspondências que nos são enviadas pelos milhares de candidatos ávidos por conquistar votos para sua efetivação dentre os privilegiados que conseguirão a glória da eleição tão almejada e disputada com os mais variados recursos, sejam lícitos ou ilícitos, decentes ou indecentes válidos ou inválidos.
Muitos dos confrades espíritas ficam absolutamente indiferentes ao processo eletivo, pouco se incomodando com o fato de que o candidato que se eleger com sua ajuda direta ou indireta, vai interferir diretamente em sua vida e na vida de todos os demais cidadãos de nossa sociedade. Muitos desses confrades por receio de se envolver em assuntos de política que dizem não ser para espíritas sérios, defendendo veementemente que não deve haver candidatos espíritas no processo de eleição para esse desiderato, que segundo afirmam é algo indigno para um homem honesto, decente e de bem.
Defendem com rigor seus argumentos fundamentados na tese de que candidatos espíritas poderiam se envolver em falcatruas e outras diversas situações muito comuns aos políticos, vide mídia diária, que manchariam a imagem e o bom nome do Espiritismo, incentivando ainda mais o combate dos adversários de nossa filosofia religiosa.
Não crêem que haja um candidato capaz de vencer os riscos que o cargo político oferece ao eleito, não dando a quem quer que seja a oportunidade de vivenciar os possíveis dons morais de que possa ser portador, esquecendo que o Dr. Bezerra de Menezes foi político e pelas suas ações provou que isso é perfeitamente possível.
Não param para pensar que a política está presente no dia-a-dia de cada homem ou mulher, quando faz sua escolha em qualquer assunto de sua vida, na busca de optar sempre pelo que melhor lhe satisfizer, e que ele mesmo se julga perfeitamente digno das ações que executa na realização de compromissos e afazeres, com essa finalidade, e que o espírita não deve ser um cidadão diferente dos demais, pois, está reencarnado neste mundo, com as mesmas oportunidades dos demais irmãos em caminhada evolutiva, sendo por isso mesmo, também responsável pelo progresso e desenvolvimento de nosso planeta.
Como espíritas que nos dizemos ser, precisamos atentar para que essa escolha dos nossos representantes se faça de forma consciente, buscando analisar as propostas dos inúmeros candidatos e confiar nossas esperanças naqueles que como nós defendam e favoreçam a vida e não a morte pelo aborto, ou a pena de morte, eutanásia etc., independentemente de serem ou não espíritas, pois, o que nos interessa são as boas resoluções que defendam para a construção e desenvolvimento da ordem da paz e do progresso das sociedades e dos povos.
Quanto à opção de alguns confrades de se candidatarem aos cargos políticos, nada temos contra, pois, eles têm o direito de pleitearem ao cargo que aspiram, só não podem esquecer que a mensagem espírita os tornam muito mais responsáveis pelos votos de confiança neles depositados em virtude do conhecimento que detêm da Lei de Causa e Efeito que a todos abrange, cada qual na medida de seus conhecimentos e responsabilidades.
Precisamos no entanto entender, que o simples fato de serem espíritas não os fazem merecedores dos nossos votos, precisamos meditar de forma equilibrada sobre seu procedimento como cidadão fazendo uma análise consciente de suas ações na sociedade em que se movimentam, pois, não estamos votando em defensores do espiritismo e sim, em construtores de uma sociedade mais humanizada, pacificada e feliz, independentemente da filosofia religiosa que professem.
Francisco Rebouças
A lei de amor
O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra — amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. É então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. — Lázaro. (Paris, 1862.)
Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XI, item 8.
Artigo Diminui, dia a dia, o número de pessoas muito apegadas aos princípios religiosos que professavam desde pequeninas, onde aprenderam com seus pais e avós suas primeiras noções de religião, que lhes ensinavam que o indivíduo “morria” e, dessa forma, mais nada existia dele em termos de vida, como se fosse ele um simples objeto qualquer, sem nenhuma outra finalidade. Isto porque, o ser humano buscando incessantemente explicações lógicas para o fato de sermos criados sem um objetivo plausível para nossas vidas, e mais, observando que não morrem somente os mais velhos, os que já viveram algum tempo, mas também, os mais novos, algo estava se fazendo perceber, além de nossa compreensão da vida na Terra. Dessa forma, estudando e pesquisando sobre o tema, pode finalmente observar com mais cuidado e perspicácia, que algo muito acima de nossas antigas concepções está por trás de tantos acontecimentos que se sucedem diariamente, e que desafiam a lógica das acanhadas soluções propostas pela ciência da Terra. Percebeu, portanto, que fatos que anteriormente não lhe pareciam ter nenhuma explicação, como por exemplo, o grande número de seres que morrem em tenra idade, outros que já nascem com sérios problemas de saúde física ou mental, outros tantos que vivem em situações de profunda desgraça material e moral ao lado de outros que no mesmo ambiente, desfrutam de aparente ventura em suas vidas, tudo isso, sem uma explicação racional para que se pudesse entender como funciona a justiça Divina da qual tanto se ouve falar, e, que em razão dessas aberrações constatadas por todas as partes do universo, tornava-se cada vez mais difícil aceitar que Deus seja como se ouve dizer, todo poderoso, infinitamente bom e justo. Ora, em sendo assim, alguns questionamentos logo saltam aos nossos sentidos: Onde encontrar bondade e justiça de um Pai soberanamente bom e justo, que permite mortes tão cruéis de crianças que só encontraram violência e desamor na curta passagem que tiveram pela vida física, sem que sequer tenham contribuído para tamanha desgraça? Como ver bondade e justiça num Pai, que permite ser um filho seu morto no útero de sua própria mãe, pelo aborto covarde? Como justificar tantas desigualdades entre seus próprios filhos sem se admitir privilégios concedidos a alguns por um ser verdadeiramente justo? Essas indagações, que nos embaraçaram a compreensão em outras oportunidades encontram explicações lógicas, na sabedoria da mensagem trazida pelos prepostos de Jesus com o advento do Consolador prometido, hoje, sabemos que é infalível a sua justiça, e, que hoje, colhemos simplesmente o que plantamos ontem, de forma nem sempre responsável. Foi Jesus quem primeiramente nos afirmou que “a cada um seria dado segundo as suas próprias obras”, deixando ao nosso inteiro critério fazer o bem ou o mal, pois, para isso, a Paternidade Divina nos equipou de inteligência, dando-nos ainda a consciência equipada com as bênçãos de suas Leis Sábias e Justas. Preciso se faz que entendamos o quanto antes, que não somos simplesmente vítimas da vida, esquecidos por Deus e entregues à própria sorte, somos sim, seus filhos muito amados e temos todo o seu apoio e as ferramentas de que necessitamos para preparar uma vida de felicidades e alegrias num futuro que começa desde já, através das construções que empreendemos no presente, e, que certamente encontraremos no porvir. Os Celestes Emissários do Mestre de Nazaré, responderam ao questionamento de Allan Kardec, sobre o cuidado de Deus para com todos os seus filhos, com os esclarecimentos que segue: 963. Com cada homem, pessoalmente Deus se ocupa? Não é Ele muito grande e nós muito pequeninos para que cada indivíduo em particular tenha, a Seus olhos, alguma importância? “Deus se ocupa com todos os seres que criou, por mais pequeninos que sejam. Nada, para Sua bondade, é destituído de valor.” 1 Que Jesus nos envolva e nos inspire para uma melhor plantação no hoje presente, para uma proveitosa colheita no porvir. Fonte: 1) O Livro dos Espíritos – FEB, 81ª edição. Francisco Rebouças.
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Graças à fé raciocinada que a doutrina espírita nos proporciona, nós seguidores fiéis dos ensinos de Jesus, ratificados pelas obras da codificação tão nobremente elaborada por Allan Kardec, incomparável discípulo do Mestre de Nazaré, e confirmadas por outras variadas obras de reconhecido cunho doutrinário, não temos a menor dúvida da existência de Deus nosso Pai, criador de tudo e de todos.
Basta analisarmos as milhares de obras ao nosso redor, como por exemplo, a cascata que abaixo exibimos, para verificarmos que não se trata de obra de nenhum ser humano, por mais poderoso e sábio que possa ter existido; e, a nossa consciência nos levará a través da capacidade de pensar de que fomos dotados por esse mesmo Pai, que só alguém muito acima de qualquer possibilidade do homem na atualidade de nossos conhecimentos e poderes poderia tê-las construído .
Alguns desses mesmos indivíduos que não crêem na existência de Deus, não sabendo a quem atribuir tantas belezas exibidas pela natureza, escondem-se no orgulho disfarçado de incredulidade para negar o inegável, explicar o inexplicável, atribuir tão grande obra de inteligência ao acaso inexistente.
Nós seguidores da doutrina espírita, não apenas achamos que Deus existe, mas, sabemos de sua existência e não agasalhamos em nosso mundo íntimo a menor dúvida a esse respeito, pois, as evidências são claras e visíveis a quem tem pelo menos olhos de ver.
Os Espíritos Superiores, responderam às indagações de Kardec, de forma a não nos deixar quaisquer resquícios de incertezas, aclarando o raciocínio de quem se dispuser a pensar sem idéias radicais pré-concebidas, e, disposto a analisar os fatos pela ótica da lógica e do bom senso.
Encontramos em O Livro dos Espíritos as claras, lógicas e confiáveis explicações para o assunto em pauta, conforme segue:
Provas da existência de Deus
4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”
Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.
5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus?
“A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma conseqüência do princípio - não há efeito sem causa.”
6. O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da educação, resultado de idéias adquiridas?
“Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento?”
Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão-somente produto de um ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse ensino, conforme se dá com as noções científicas.
7. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da formação das coisas?
“Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável sempre uma causa primária.”
Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há de ter uma causa.
8. Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso?
“Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada.”
A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.
9. Em que é que, na causa primária, se revela uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências?
“Tendes um provérbio que diz: Pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!”
Do poder de uma inteligência se julga pelas obras. Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz, a causa primária é, conseguintemente, uma inteligência superior à humanidade.
Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado, ela própria tem uma causa e, quanto maior for o que opere, tanto maior há de ser a causa primária. Aquela inteligência superior é que é a causa primária de todas as coisas, seja qual for o nome que lhe dêem.
Por esses, e outros tantos ensinamentos da doutrina espírita, é que não nos cansamos de agradecer a Deus, a Jesus e aos Bons Espíritos amigos, por nos terem proporcionado o encontro com essa maravilhosa maneira de entender as mensagens contidas no evangelho de Jesus, que só o espiritismo por enquanto é capaz de esclarecer sem nos deixar outra opção senão a de utilizar dos nossos dotes intelectuais para raciocinar entre a teimosia daqueles que não têm ainda a exata noção do poder dessa Inteligência Maior, causa primeira de tudo o que existe que conhecemos e até mesmo o que existe e ainda desconhecemos, e os argumentos por eles ministrados e colocados para nossa reflexão.
Nossas vibrações sinceras e nossas preces para esses irmãos que ainda se mantêm lastimavelmente na ignorância e na falta de fé que é o Combustível Divino a nos impulsionar para frete e para o alto. Mas essa mesma inteligência é tão sábia e misericordiosa, que nos dará quantas oportunidades nos forem necessidades para que na terra ou em outro planeta do sistema solar o homem descrente de hoje se torne um filho de Deus confiante e convicto de sua existência.
Que Jesus nos abençoe e nos guarde em sua doce e sublime paz, hoje e sempre!.
Francisco Rebouças.
Artigo
Existe no meio espírita, infelizmente, uma grande quantidade de companheiros com grande influência em suas instituições, que procuram manter variadas tarefas de cunho puramente espiritual, sob os acanhados limites da burocracia, não deixando as tarefas fluírem de forma natural, simples, sem os inconvenientes entraves perniciosos e perfeitamente dispensáveis impostos pela burocracia. Para tudo, inventam uma determinada exigência, com a intenção exclusiva de terem o prazer de posteriormente anunciarem vaidosamente que foram eles que estabeleceram esta ou aquela maneira como exigência na rotina de trabalho, que normalmente são executadas pelos outros. Assim é que em muitas das casas espíritas, tarefas muito simples são transformadas em verdadeiros exercícios de paciência transformando-se em verdadeiros testes de compreensão e tolerância para tantos quantos se dispuserem a colaborar nas tarefas cotidianas dessas instituições espíritas. São normalmente pessoas que carregam a frustração de nunca terem sob seus domínios na vida familiar, profissional, social etc. a direção de qualquer atividade em que pudessem ser conhecidos como dirigentes, responsáveis, ou chefes. Assim sendo, quando chegam à casa espírita, carregam consigo essa frustração tão incômoda que, na primeira oportunidade que tiverem, tornarão esses desejos realidades, pondo em prática esse lado escuro da personalidade decepcionada com a vida e com tudo o que lhe tem acontecido até então. O Espiritismo, por si só, já é uma doutrina liberta dos atavismos arcaicos de outrora, ainda apreciados por outras tantas correntes religiosas, e solicita de seus adeptos vigilância constante para não serem atraídos para os modismos, achismos e quaisquer outros atos que venham a criar óbices ao bom andamento dos trabalhos na Seara do Mestre de Nazaré, incluindo aí as burocracias dispensáveis, enxertadas nos labores das Instituições Espíritas por esses pseudoentendidos de Doutrina, que vivem a bolar esta ou aquela nova exigência para as tarefas mais simples. O verdadeiro espírita segue os ensinos dos Espíritos Superiores, e a simplicidade em tudo foi a maneira com que Jesus sempre se apresentou em todas as suas atividades, ensinando pelo exemplo, modificando os métodos absurdos nas coisas mais simples, como na oração sincera sem necessidade das palavras rebuscadas, simplificando as coisas mais complicadas como eram entendidas e levadas a efeito pelo povo da época. Enfatizou em suas pregações que a adoração a Deus não se faz pelas aparências exteriores, mas, justamente, pela transformação moral interior do indivíduo, que, em se transformando moralmente, mais simples se torna em todas as suas ações de caráter físico e espiritual. Sobre o assunto, vejamos o que nos diz o Dr. Bezerra de Menezes: “No Além existem regras de trabalho admiravelmente estabelecidas, equivalentes a leis, mediante as quais os trabalhadores do Bem poderão tomar as providências que a sua responsabilidade ou competência entenderem devidas e necessárias. Geralmente aplicam-nas, as providências, Espíritos investidos de autoridade, espécie de chefes de Departamento ou de secção, tal como os entendem os homens, sem que para tanto sejam necessários entendimentos prévios com outras autoridades superiores, ou seja, o regime da burocracia, de que os homens tanto abusam nas suas indecisões, e o qual é desconhecido no Espaço. De outro modo, encontrando-se os referidos serviços do Invisível sob a jurisprudência da fraternidade universal, quaisquer servidores estarão em condições de resolver os problemas que se apresentam no seu roteiro, desde que para tanto investidos se encontrem daquela autoridade que, no Além, absolutamente, não é o cargo que confere, mas o equilíbrio consciencial e moral de que disponham”. ¹ Que possamos todos nós, desde já, conscientizarmo-nos de que burocracia é entrave ao crescimento e desenvolvimento das atividades de nossa casa espírita e da Doutrina Espírita, e que precisa urgentemente ser banida das atividades de uma casa espírita séria, comprometida com os ensinos do Mestre de todos nós, Jesus de Nazaré, que nos convoca ao exercício da humildade e da simplicidade em todas as nossas atividades. Referência: (1) Dramas da obsessão. Yvonne do Amaral Pereira, capítulo 3, ditado pelo Espírito Adolfo Bezerra de Menezes.
Caros amigos, é indispensável que nós seguidores da doutrina espírita, não nos deixemos levar pelo personalismo malsão, pelo egoísmo exacerbado, pelo orgulho disfarçado, e nem mesmo pela vaidade de achar que já sabemos tudo de espiritismo que não mais precisamos nos filiar a grupos de estudos nas nossas instituições.
Faz-se necessário o estudo constante da doutrina espírita, para quem verdadeiramente se diz espírita, e a casa espírita não pode deixar de dar oportunidade de estudos a todos, conclamando seus tarefeiros e freqüentadores para essa realidade.
Precisamos entender que a doutrina espírita não pode mais ser difundida de forma tão diversa daquela trazida ao nosso conhecimento pelos Imortais da vida Maior, e que para vivenciá-la de forma correta, necessário se faz conhecê-la em profundidade.
Verificamos em muitas oportunidades, nos encontros espíritas para estudo de temas pertinentes à nossa doutrina em seminários, em palestras, em eventos diversos, como a mensagem espírita é vivenciada das mais variadas formas, sem o mínimo compromisso com os fundamentos da codificação espírita.
Defendo a fidelidade doutrinária, com a simples preocupação de quem procura nos estudos das obras espíritas a forma mais adequada para servir de intérprete dos emissários Celestes nas tarefas sob nossa responsabilidade, sem a pretensão de querer com isso deixar transparecer que me considero “entendido no assunto, ou PHD em espiritismo, ou algo parecido”, mas sim, um eterno aprendiz interessado em buscar a tão sonhada reforma íntima que preciso empreender, pois bem sei, ainda me encontro muito distante do ideal que se espera de quem estuda essa abençoada doutrina.
Na área da mediunidade, é onde mais se podem comprovar os absurdos que são praticados em instituições que se dizem espíritas, mas que nada de espiritismo realizam, e sim, simplesmente de mediunismo o que convenhamos não é a mesma coisa.
Assim sendo é conveniente, relembrar as orientações, dos órgãos encarregados pela vigilância e manutenção da pureza de nossa doutrina, para que possamos proceder em conformidade com os preceitos nobres de nossa doutrina, conforme segue.
PRESERVAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS NA PRÁTICA ESPÍRITA
Mensagem do Conselho Federativo Nacional aos Espíritas
"É indispensável manter o Espiritismo, qual foi entregue pelos Mensageiros Divinos a Allan Kardec, sem compromissos políticos,sem profissionalismo religioso, sem personalismos deprimentes, sem pruridos de conquista a poderes terrestres transitórios." Bezerra de Menezes (Mensagem "Unificação", psicografia de Francisco Cândido Xavier - Reformador, agosto 2001).
Considerando que as idéias espíritas, tais como reencarnação, imortalidade, comunicação com os Espíritos e vida após a morte, têm sido alvo de interesse geral, propiciando a média a divulgação de filmes, teatro, livros e notícias de fatos ocorridos, que mostram, cada vez mais, a certeza dessas verdades que a Doutrina Espírita divulga há 150 anos;
Considerando que essa promoção perfeitamente compatível com os propósitos do Movimento Espírita que há o de colocar ao alcance e a serviços de todos a mensagem consoladora e esclarecedora da Doutrina Espírita, dando sentido à vida e trazendo respostas às inquietações de muitos seres humanos com tendência ao suicídio, à violência, ao uso das drogas e à desagregação familiar;
Considerando que, com a divulgação feita pela mídia, independentemente da ação do Movimento Espírita, é natural que um número cada vez maior de pessoas procure os núcleos espíritas, interessado em aprofundar-se no conhecimento dos ensinos doutrinários e em receber a assistência, o esclarecimento e a orientação de que necessita, bem como preparar-se para o trabalho voluntário, na assistência e to aos que necessitam de amparo espiritual e em outras atividades;
Considerando que esta circunstância oferece ao trabalhador espírita a oportunidade de intensificar o desenvolvimento de suas tarefas voltadas ao estudo, à difusão e à prática do Espiritismo, consciente de que a convicção do ser humano quanto à sua condição de Espírito imortal é fundamental para ajudá-lo a atravessar esta fase de transição em que nos encontramos, quando se prepara a Humanidade para ascender à condição de mundo de regeneração;
Considerando que o Centro Espírita continua a ser o núcleo básico da difusão espírita, propiciando espaço para todas as atividades de atendimento e de estudo aos interessados em receber os benefícios da Doutrina Espírita, tal como foi revelada pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec e nas obras que, seguindo suas diretrizes, lhe são complementares e subsidiárias, O Conselho Federativo Nacional, em sua reunião de 10 a 12 de novembro de 2006, recomenda:
a.. 1 - que os dirigentes e trabalhadores espíritas intensifiquem os seus esforços no sentido de colocar a Doutrina Espírita ao alcance e a serviços de todos os homens, divulgando os seus ensinos com o propósito de esclarecer fraternalmente, sem impor e sem pretender converter a quem quer que seja;
b.. 2 - que procuremos aprimorar, ampliar e multiplicar os núcleos espíritas, utilizando toda a sua potencialidade no atendimento às necessidades de assistência, de conhecimento, de estudo e de orientação que os seres humanos apresentam;
c.. 3 - que no desenvolvimento da tarefa de estudo, difusão e prática da Doutrina Espírita:
a.. 3.1 - estudemos constantemente a Doutrina Espírita, não só para o nosso próprio aprimoramento, como também, para manter o trabalho doutrinário dentro dos princípios espíritas, sem as influências nocivas de interpretações pessoais distorcidas;
b.. 3.2 - trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, impondo silêncio aos nossos ciúmes e à s nossas discórdias, para não prejudicar e nem retardar a execução do trabalho, em qualquer área de atividade em que nos encontremos;
c.. 3.3 - mantenhamos o Espiritismo com a pureza doutrinária própria do Cristianismo nascente, sem incorporar à sua prática qualquer forma de ritual, de sacramento ou de idolatria, incompatível com os seus princípios. É lícito, justo e conveniente orarmos em benefício de alguém que nasce, de um casal que assume compromissos matrimoniais ou de alguém que retorna à vida espiritual. Não é lícito, todavia, sacramentarmos esses gestos, chamando-os de "batizado espírita", "casamento espírita" ou "funeral espírita", mesmo quando se apresentam sob aparente legalidade. As instituições que se classificam como espíritas, têm o dever decorrente de pautar a sua prática dentro dos princípios contidos nas obras básicas de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita, e tem o direito constitucional de preservar a sua autonomia e liberdade de ação na execução desses princípios. O Espiritismo não tem sacerdotes e nas atividades verdadeiramente espíritas a ninguém é dado o direito de consagrar atos ou fazer concessões, seja em nome de Deus, de Jesus, dos Espíritos Superiores ou da própria Doutrina Espírita;
d.. 3.4 - colaboremos com os órgãos públicos e com a sociedade em geral, em todas as suas ações marcadas pelos propósitos de solidariedade e de fraternidade, visando a assistência e a promoção material, social e espiritual do ser humano, preservando e praticando, todavia, a integridade dos princípios e objetivos doutrinários espíritas que caracterizam a instituição;
e.. 3.5 - relacionemo-nos com os representantes e seguidores de todos os segmentos religiosos, procurando construir a base de um convívio salutar, marcado pelo respeito recíproco e pela fraternidade, base fundamental para a construção de uma sociedade em que a multiplicidade de convicções sociais, filosóficas ou religiosas não seja impedimento para a coexistência fraterna.
Com isto estaremos vivenciando e preservando plenamente os princípios da Doutrina Espírita.
CFN - Brasília, 12 de novembro de 2006.
Finalizando, queremos enfatizar nossa opinião a respeito de tudo o que contém o documento acima dizendo: “É preciso vivenciar o que se estabelece, porque a Lei e as disposições estabelecidas devem abranger a todos sem exceção, e não estão isentos de cumpri-las seus próprios legisladores”.
Grifos nossos.
Francisco Rebouças.
Artigo
Todos nós somos médiuns, isto é, estamos em constante contato com os seres vivos da espiritualidade, influenciando-os e sendo por eles influenciados. Dessa forma, torna-se imprescindível saber de que forma poderemos tirar o melhor proveito dessa situação de intermediários entre os dois planos da vida que jamais cessa para o Ser, a partir do instante da sua criação.
Isto porque, somos esclarecidos através das obras da codificação do Espiritismo, mais particularmente pelo contido em O Livro dos Médiuns, que esse contato se faz através da mediunidade de que somos portadores, uns em grau mais avançados, isto é, por serem portadores de uma mediunidade mais ostensiva, e outros em grau menos perceptível, em razão do desenvolvimento que cada um haja realizado nas diversas encarnações que tivemos ao longo dos séculos.
Faz-se necessário, portanto, que o interessado busque se empenhar no estudo sério e constante da doutrina espírita, para entender que por mais que estejamos preparados para o exercício decente da mediunidade, ainda assim, estaremos sujeitos a enganos e equívocos, pois, médium perfeito como muitos de nós nos julgamos, ainda estamos bem longe de ser.
“227. Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium e esta identificação não se pode verificar senão havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é lícito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração, ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam. Se o médium é vicioso, em torno dele se vêm grupar os Espíritos inferiores, sempre prontos a tomar o lugar aos bons Espíritos evocados. As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.” ¹
Precisamos atentar também para o fato de que estagiamos na presente oportunidade em um planeta de provas e expiações, o que justifica a maior incidência da influência dos Espíritos imperfeitos e ignorantes sobre seus habitantes, pois o próprio planeta segue também, como cada indivíduo aqui reencarnado, sua trajetória evolutiva, na escala dos mundos.
O Espiritismo nos chama a atenção para que estejamos sempre em vigília, e em prece, pois, mesmo nos tornando médiuns simpáticos aos bons Espíritos, não estaremos livres da influência e da ação maléfica e enganosa dos maus Espíritos em nossos pensamentos, palavras e atos, conforme esclarecimentos que seguem.
10ª - Se ele só com os bons Espíritos simpatiza, como permitem estes que seja enganado?
"Os bons Espíritos permitem, às vezes, que isso aconteça com os melhores médiuns, para lhes exercitar a ponderação e para lhes ensinar a discernir o verdadeiro do falso. Depois, por muito bom que seja, um médium jamais é tão perfeito que não possa ser atacado por algum lado fraco. Isto lhe deve servir de lição. As falsas comunicações, que de tempos a tempos ele recebe, são avisos para que não se considere infalível e não se ensoberbeça. Porque o médium que receba as coisas mais notáveis não tem que se gloriar disso, como não o tem o tocador de realejo que obtém belas árias movendo a manivela do seu instrumento." ²
Meditemos, pois, em todas as ações que praticamos no dia-a-dia de nossas vidas para observar se estamos sendo veículos do bem, na utilização de nossa mediunidade na Seara de Jesus, ou se, ao contrário, estamos sendo soldados a serviço da sombra, consolidando o império do mal em nossa sociedade.
Que Jesus nos guarde em sua paz, hoje e sempre.
Referências:
(1) O Livro dos Médiuns – FEB - Cap. XX, item 227.
(2) Idem, idem – Cap. XX, item 10.
(3) Grifos nossos.
Progressão dos mundos
O progresso é lei da Natureza. A essa lei todos os seres da Criação, animados e inanimados, foram submetidos pela bondade de Deus, que quer que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que aos homens parece o termo final de todas as coisas, é apenas um meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento.
Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente, progridem materialmente os mundos em que eles habitam. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados e constituí-lo, vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas de degraus imperceptíveis para cada geração, e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável, à medida que eles próprios avançam na senda do progresso. Marcham assim, paralelamente, o progresso do homem, o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, porquanto nada em a Natureza permanece estacionário. Quão grandiosa é essa idéia e digna da majestade do Criador! Quanto, ao contrário, é mesquinha e indigna do seu poder a que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia, que é a Terra, e restringe a Humanidade aos poucos homens que a habitam! Segundo aquela lei, este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expiatório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos, porque nele imperará a lei de Deus. – Santo Agostinho. (Paris, 1862.)
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, item 19.
Beneficência exclusiva
É acertada a beneficência, quando praticada exclusivamente entre pessoas da mesma opinião, da mesma crença, ou do mesmo partido?
Não, porquanto precisamente o espírito de seita e de partido é que precisa ser abolido, visto que são irmãos todos os homens. O verdadeiro cristão vê somente irmãos em seus semelhantes e não procura saber, antes de socorrer o necessitado, qual a sua crença, ou a sua opinião, seja sobre o que for. Obedeceria o cristão, porventura, ao preceito de Jesus-Cristo, segundo o qual devemos amar os nossos inimigos, se repelisse o desgraçado, por professar uma crença diferente da sua? Socorra-o, portanto, sem lhe pedir contas à consciência, pois, se for um inimigo da religião, esse será o meio de conseguir que ele a ame; repelindo-o, faria que a odiasse. — S. Luís. (Paris, 1860.)
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII, item 20.
Demonstra tua Gratidão!
Acalma tua mente por um instante no turbilhão agitado dos problemas diários que te cercam, e agradece a Deus por tua existência.
Louva-o através de uma vida pautada na decência e nas boas ações.
Distribui o amor que dele recebes por meio dos deveres retamente cumpridos, e dos benefícios que já possuis para distribuir com teus irmãos de caminhada.
Respeita-o com a fidelidade do bom servidor fiel e digno, qualidades naturais de um bom filho.
Representa-o perante teu semelhante, tornando-te um exemplo de amigo e irmão em todas as oportunidades e em qualquer circunstância.
Alegra-o trabalhando pelo bem de todos em busca de uma sociedade mais justa e equilibrada.
Contribui para o crescimento da ordem e da paz, obedecendo às divinas, soberanas e imutáveis Leis que governam a vida da criatura na Terra.
Espalha, para conhecimento de todos, as alegrias de uma vida abençoada pela certeza que tens de ser um filho bem amado!.
Francisco Rebouças.
Reconhecimento? Não conte com isso!
Foi Jesus, com todo o seu conhecimento sobre o ser humano, quem nos afirmou categoricamente: “ninguém é profeta em sua terra”. Deixando, bem claro, que não deveríamos esperar reconhecimento por qualquer tipo de realização que por ventura fossemos capazes de empreender em nossa comunidade, seja ela, familiar, social, religiosa etc., pois, nem mesmo ele, como enviado do Pai, conseguiu a compreensão e o reconhecimento de sua sublime missão sequer em sua própria família consangüínea.
É, dessa forma, muito comum entre nós, espíritas, essa constatação; pois, por mais que alguém procure mostrar que de alguma forma está bem melhor do que anteriormente em relação ás suas atitudes para com seu semelhante, ou em relação ao seu nível de conhecimento dos postulados espíritas, ou em outro ponto de vista qualquer, ainda assim, não deve contar com o reconhecimento dos que os conhecem das suas vivências anteriores, pois, que o terão sempre por incapaz de qualquer realização de caráter superior.
Por mais que seja notório seu aprimoramento e crescimento no aspecto intelectual, moral, e particularmente no campo religioso, muito dificilmente logrará convencer aqueles de sua convivência mais íntima, no seio da família ou da sua comunidade, dos progressos que haja alcançado.
Não foi por outra razão, que Jesus nosso Modelo e Guia nos alertou para que não nos deixássemos levar por essa situação, e continuássemos a nos ocupar apenas com nosso progresso moral, sem preocupação com o reconhecimento alheio sobre nossa melhoria e crescimento, principalmente entre os nossos afeiçoados, conforme consta do seu evangelho e que transcrevemos a seguir:
“Tendo vindo à sua terra natal, instruía-os nas sinagogas, de sorte que, tomados de espanto, diziam: Donde lhe vieram essa sabedoria e esses milagres? – Não é o filho daquele carpinteiro? Não se chama Maria, sua mãe, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Suas irmãs não se acham todas entre nós? Donde então lhe vêm todas essas coisas? - E assim faziam dele objeto de escândalo. Mas, Jesus lhes disse: Um profeta só não é honrado em sua terra e na sua casa. - E não fez lá muitos milagres devido à incredulidade deles. (S. Mateus, cap. XIII, vv. 54-58)”. ¹
“(...) O princípio de tal verdade reside numa conseqüência natural da fraqueza humana e pode explicar-se deste modo:
O hábito de se verem desde a infância, em todas as circunstâncias ordinárias da vida, estabelece entre os homens uma espécie de igualdade material que, muitas vezes, faz que a maioria deles se negue a reconhecer superioridade moral num de quem foram companheiros ou comensais, que saiu do mesmo meio que eles e cujas primeiras fraquezas todos testemunharam. Sofre-lhes o orgulho com o terem de reconhecer o ascendente do outro. Quem quer que se eleve acima do nível comum está sempre em luta com o ciúme e a inveja. Os que se sentem incapazes de chegar à altura em que aquele se encontra esforçam-se para rebaixá-lo, por meio da difamação, da maledicência e da calúnia; tanto mais forte gritam, quanto menores se acham, crendo que se engrandecem e o eclipsam pelo arruído que promovem. Tal foi e será a História da Humanidade, enquanto os homens não houverem compreendido a sua natureza espiritual e alargado seu horizonte moral. Por aí se vê que semelhante preconceito é próprio dos espíritos acanhados e vulgares, que tomam suas personalidades por ponto de aferição de tudo (...)”. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV.) ²
Inúmeras, são, as situações em que comprovamos essa verdade anunciada por Jesus em nosso dia-a-dia, e verificamos que muito distantes ainda estamos do momento em que o reconhecimento da melhoria do nosso semelhante deixe de ser ignorada por nós, e dessa forma, não mais procurarmos enxergar somente a sua parte negativa, mas também, reconhecer a importância do seu esforço no trabalho de melhor.
Ainda não conseguimos valorizamos os gestos nobres do nosso companheiro de caminhada, que através de denodado esforço busca seu crescimento, em luta constante contra suas más inclinações; mas, não deixamos de criticá-lo quando comete um deslize qualquer, como se tivéssemos moral para condená-lo por proferir essa ou aquela palavra ou por cometer esse ou aquele ato impensado que qualquer criatura poderá cometer.
No entanto, ainda somos capazes de elogiar os trabalhos bem executados em nossa casa espírita, principalmente se não fazemos parte dele, mas, não deixamos de proferir nossas observações contrárias quando não estamos de acordo com os mesmos; não temos uma palavra de incentivo para aquele que se dedica a esta ou àquela função de caridade em benefício nosso e do nosso próximo, mas, não deixamos de cobrá-lo se esquecer de executar qualquer de suas atribuições, não somos capaz de reconhecer os progressos realizados por esse ou aquele companheiro no entendimento e divulgação da mensagem espírita, mas, não perdoamos quando comete qualquer deslize doutrinário.
Assim sendo, está mais que na hora de revertermos essa situação, que, antes de tudo, demonstra o quanto ainda somos mesquinhos, invejosos, ciumentos, pequenos em termos de moralidade, conforme nos esclarece o evangelho no texto acima citado, e, procurarmos incentivar e seguir o exemplo de todos esses irmãos que mesmo a custa de grande sacrifício e esforço individual, estão conseguindo logrando superar suas deficiências; e, em vez de fingirmos que não estamos notando seu progresso, procurar dentro de nossas possibilidades, seguir seus exemplos, e ainda, incentivar, e reconhecer a transformação que estão procedendo e alcançando.
Ouçamos, pois, o conselho do benfeitor Emmanuel que nos diz: “Esforcemo-nos por fazer o melhor ao nosso alcance, desde agora, e a perfeição ser-nos-á, um dia, preciosa fonte de bênçãos, descortinando-nos luminoso porvir”. ³
Que o Mestre de Nazaré nos guarde em sua paz.
Bibliografia:
1) A Gênese, cap. XIII, vv. 54-58)”;
2) Kardec, Alan. O Evangelho segundo o Espiritismo – FEB 112ª edição – Cap. XVII;
3) Xavier, Francisco Cândido - livro: Nascer e Renascer, Cap. 16- ditado pelo Espírito Emmanuel.
Francisco Rebouças.
A cólera
O orgulho vos induz a julgar-vos mais do que sois; a não suportardes uma comparação que vos possa rebaixar; a vos considerardes, ao contrário, tão acima dos vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. Que sucede então? — Entregais-vos à cólera.
Pesquisai a origem desses acessos de demência passageira que vos assemelham ao bruto, fazendo-vos perder o sangue-frio e a razão; pesquisai e, quase sempre, deparareis com o orgulho ferido. Que é o que vos faz repelir, coléricos, os mais ponderados conselhos, senão o orgulho ferido por uma contradição? Até mesmo as impaciências, que se originam de contrariedades muitas vezes pueris, decorrem da importância que cada um liga à sua personalidade, diante da qual entende que todos se devem dobrar.
Em seu frenesi, o homem colérico a tudo se atira: à natureza bruta, aos objetos inanimados, quebrando-os porque lhe não obedecem. Ah! se nesses momentos pudesse ele observar-se a sangue-frio, ou teria medo de si próprio, ou bem ridículo se acharia! Imagine ele por aí que impressão produzirá nos outros. Quando não fosse pelo respeito que deve a si mesmo, cumpria-lhe esforçar-se por vencer um pendor que o torna objeto de piedade.
Se ponderasse que a cólera a nada remedeia, que lhe altera a saúde e compromete até a vida, reconheceria ser ele próprio a sua primeira vítima. Mas, outra consideração, sobretudo, devera contê-lo, a de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tem coração, não lhe será motivo de remorso fazer que sofram os entes a quem mais ama? E que pesar mortal se, num acesso de fúria, praticasse um ato que houvesse de deplorar toda a sua vida!
Em suma, a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede se faça muito bem e pode levar à prática de muito mal. Isto deve bastar para induzir o homem a esforçar-se pela dominar. O espírita, ao demais, é concitado a isso por outro motivo: o de que a cólera é contrária à caridade e à humildade cristãs. — Um Espírito protetor. (Bordéus, 1863.)
Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. IX, item 9.
Muito se pedirá àquele que muito recebeu
O servo que souber da vontade do seu amo e que, entretanto, não estiver pronto e não fizer o que dele queira o amo, será rudemente castigado. — Mas, aquele que não tenha sabido da sua vontade e fizer coisas dignas de castigo menos punido será. Muito se pedirá àquele a quem muito se houver dado e maiores contas serão tomadas àquele a quem mais coisas se haja confiado. (S. LUCAS, cap. XII, vv. 47 e 48.)
Vim a este mundo para exercer um juízo, a fim de que os que não vêem vejam e os que vêem se tornem cegos. — Alguns fariseus que estavam, com ele, ouvindo essas palavras, lhe perguntaram: Também nós, então, somos cegos? — Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecados; mas, agora, dizeis que vedes e é por isso que em vós permanece o vosso pecado. (S. JOÃO, cap. IX, vv. 39 a 41.)
Principalmente ao ensino dos Espíritos é que estas máximas se aplicam. Quem quer que conheça os preceitos do Cristo e não os pratique, é certamente culpado; contudo, além de o Evangelho, que os contém, achar-se espalhado somente no seio das seitas cristãs, mesmo dentro destas quantos há que não o lêem, e, entre os que o lêem, quantos os que o não compreendem! Resulta daí que as próprias palavras de Jesus são perdidas para a maioria dos homens.
O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas, desenvolvendo-as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, tem isto de particular: não é circunscrito; todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou não, o podem receber, pois que os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância; não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele, portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as admira como coisas interessantes e curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não se torna nem menos vão, nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a verdade.
Os médiuns que obtêm boas comunicações ainda mais censuráveis são, se persistem no mal, porque muitas vezes escrevem sua própria condenação e porque, se não os cegasse o orgulho, reconheceriam que a eles é que se dirigem os Espíritos. Mas, em vez de tomarem para si as lições que escrevem, ou que lêem escritas por outros, têm por única preocupação aplicá-las aos demais, confirmando assim estas palavras de Jesus: “Vedes um argueiro no olho do vosso próximo e não vedes a trave que está no vosso.”
Por esta sentença: “Se fôsseis cegos, não teríeis pecados”, quis Jesus significar que a culpabilidade está na razão das luzes que a criatura possua. Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e eram, com efeito, os mais esclarecidos da sua nação, mais culposos se mostravam aos olhos de Deus, do que o povo ignorante. O mesmo se dá hoje.
Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado.
O primeiro cuidado de todo espírita sincero deve ser o de procurar saber se, nos conselhos que os Espíritos dão, alguma coisa não há que lhe diga respeito.
O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos
Fonte:
O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XVIII, itens 10 a 12.
Por: Francisco Rebouças.
No dia 09 de agosto de 2009, segundo domingo do mês, estaremos comemorando uma das datas mais significativas na vida de todos nós, O Dia dos Pais. O objetivo primordial dessa comemoração é o fortalecimento dos laços familiares, em consideração e respeito a quem nos proporcionou mais esta oportunidade reencarnatória para nosso progresso e aprimoramento moral espiritual.
Como Surgiu: Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar também o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho.
Quando adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos, e também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.
A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington, a partir de 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966 o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais. (alguns dizem que foi oficializado pelo presidente Richard Nixon em 1972).
No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. Essa data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia. Cada país comemora o dia dos Pais em datas diferentes.
Embora essa data seja marcada nos dias de hoje, pelo forte apelo comercial, onde muita gente tenta tirar proveito para aquisição de ganhos financeiros; devemos todos como filhos conscientes que somos prestar-lhes nossa eterna gratidão a esses Heróis da vida de todos nós, e retribuir-lhes mesmo que em apenas um dia no ano, o que é muito pouco, o tanto que nos têm propiciado, agradecendo por tudo que nos deram e continuam nos dando, pois, sem sua ajuda não estaríamos vivenciando os belos e importantes momentos de sucesso que conquistamos em nossas vidas.
Que saibamos dedicar nessa data o melhor de nós, para que nesse dia nosso Pai possa sentir o quanto o amamos, embora nem sempre lhes tenhamos dito. Que Deus, Pai de todos nós possa envolver todos os Pais terrestres, proporcionando-lhes muita saúde, paz e progresso não só nessa data, mas em todos os dias de suas vidas.
Fonte: pesquisa na Internet.
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